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Tudo sobre a vacinação contra o HPV

Os Papilomavírus Humanos (HPV) são vírus capazes de induzir lesões de pele ou mucosa. Não somente na região genital, o vírus também atua em locais como: olho, boca, faringe, vias respiratórias, ânus, reto e uretra. E ainda, no líquido amniótico (líquido que envolve o feto na vida intra-uterina).

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, subdivididos em baixo e alto risco para câncer, que podem ser transmitidos pelo contato pele a pele entre as regiões genitais descobertas. O vírus é considerado universal, uma vez que não tem “preferências”, quanto ao sexo, idade, raça, localização, e apesar dos jovens serem a população mais vulnerável ao HPV, todas as pessoas estão sujeitas à ele.

Aproximadamente 20 milhões de pessoas no mundo são infectadas pelo HPV. E estima-se que 80% da população sexualmente ativa terá pelo menos um episódio de contato e infecção pelo HPV na vida.

Felizmente, a maioria das infecções é transitória e evolui para a cura, com eliminação completa do vírus de forma espontânea. No entanto, ainda existe grande parte das infecções que são subclínicas, que não apresentam sintomas, mas, em alguns casos, podem progredir de forma silenciosa para o câncer, se não forem tratadas precocemente.

Cerca de 1 a 2% das mulheres infectadas por tipos oncogênicos irão desenvolver o câncer do colo do útero. E no Brasil, aparecem cerca de 18 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano.

E a prevenção para o HPV pode se dar através de três maneiras, que devem ser utilizadas de forma complementar, sendo estas:

  • o uso do preservativo (camisinha) – diminuindo a possibilidade de transmissão na relação sexual, mas não é o suficiente para evitar totalmente. Isso, contudo, não é justificativa para abandonar os preservativos.
  • realização de exames anuais preventivos – com o exame ginecológico periódico (Papanicolaou) rastreia-se as lesões celulares do colo do útero causadas pela infecção pelo HPV. É, portanto, uma prevenção secundária, isto é, não previne a infecção mas detecta a lesão e permite prevenir o desenvolvimento de lesões após a infecção já ter ocorrido, com isso prevenindo a evolução para o câncer. Resultados falso negativos ou evoluções rápidas podem acontecer e, por isso, o exame não é 100% eficaz.
  • a vacinação – evita a infecção (pelos tipos contidos na vacina e contra os quais ela protege) e consequentemente a evolução de lesões, protegendo de parte dos tipos de HPVs.

Assim, a vacinação é defendida pela Organização Mundial da Saúde como a principal forma de prevenção contra o HPV em jovens.

 

Vacinação.

A prevenção do câncer de colo de útero e outras doenças relacionadas à infecção pelo vírus do HPV, por meio da vacinação, passou a ser prioridade do Ministério da Saúde e, dessa forma, a vacina HPV quadrivalente passou a fazer parte da rotina pública desde 2014.
Todas as vacinas são definidas após exaustivas pesquisas e testes, para que seja possível identificar todas as características e alterações no sistema imunológico, inclusive quantas doses são necessárias para a resposta imunológica ser efetiva.

 

Quem pode tomar a vacina para HPV?

Atualmente, o Ministério da Saúde oferece a vacina para meninas de 9 a 14 anos, e de 15 anos que já tomaram a primeira dose. Além de meninos de 11 a 15 anos incompletos (14 e 11 meses). Também é oferecida a vacina no serviço público para pessoas com HIV/Aids entre 9 e 26 anos, pacientes oncológicos em tratamento com quimioterapia ou radioterapia entre 9 e 26 anos e pacientes transplantados entre 9 e 26 anos.

O esquema padrão é de três doses, com intervalo de 2 meses entre a primeira e a segunda, e de 4 meses entre a segunda e a terceira. Mas no particular, as doses podem ser um pouco diferentes, além de abrangerem mulheres de 9 aos 45 anos e homens de 9 aos 26 anos.

Vale ressaltar, que os adolescentes menores de 15 anos respondem melhor à vacina, em que duas doses são protetoras e a terceira pode aumentar a eficácia em longo prazo. Já as maiores de 15 anos, precisam, necessariamente, receber três doses.

Para que a vacinação seja mais efetiva, o ideal é que ocorra bem antes de contato com o HPV, ou seja, os pré-adolescentes e adolescentes, que por esse motivo são os alvos principais das campanhas de vacinação. O recomendado é que a vacina seja administrada o mais precocemente possível, para meninas e meninos a partir de 9 anos de idade.

A vacina pode ser tomada, também, por pessoas sexualmente ativas, mas a sua eficácia pode ser diminuída, pois já podem ter estado em contato com o vírus.

 

Quem não deve tomar a vacina HPV?

  • Quem tem alergia grave a algum componente da vacina
  • Gestantes e mães que ainda estão amamentando, pois não existem estudos de segurança neste grupo.

 

Reações.

As reações são pouco frequentes (cerca de 10-20%) e o quadro costuma ser leve: dor, vermelhidão e edemas próximos ao local da injeção, dor de cabeça e febre. Com exceção de raríssimos casos de alergia a componentes da fórmula (2,6/100.000 doses aplicadas), todas as possíveis reações severas notificadas até hoje foram investigadas e a relação com a vacina não foi estabelecida.

Apesar do desconforto e das possíveis reações, tanto em crianças quanto em adultos, a vacinação ainda é a forma mais importante e potente de prevenção contra doenças. Por isso, é preciso entender que a “picadinha” deve ser vista como parte da rotina, sendo fundamental para uma vida saudável.

 

 

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