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Meningite Meningocócica do Sorogrupo B – Uma Nova Vacina

A meningite meningocócica, causada pela bactéria meningococo, é doença grave apresentando seqüelas e elevada letalidade apesar do uso adequado de antibióticos.

De acordo com a OMS, a cada ano, cerca de 500.000 casos de doença meningocócica ocorrem em todo o mundo, causando em torno de 50.000 mortes. A doença meningocócica é repentina e de rápida progressão, podendo levar o paciente ao óbito em um intervalo de 24 a 48 horas.

No Brasil, onde circulam os sorogrupos B, C, W e Y, a doença meningocócica ocorre de forma endêmica e em surtos epidêmicos.

Atualmente no Brasil, adoença meningocócica é causada em 70% das vezes pelo sorogrupo C, 20% pelo sorogrupo B e 10% pelo W e Y juntos. Portanto, quando consideramos todas as faixas etárias, o meningococo do sorogrupo B é responsável por aproximadamente 20% dos casos de doença meningocócica.

Atualmente, o sorogrupo B causa 43% dos casos de meningite meningocócica abaixo dos cinco anos e tornou-se a principal causa de doença meningocócica invasiva em lactentes com menos de 1 ano de idade no Brasil, sendo responsável por 47% dos casos nesta faixa etária.Tal fato deve-se em parte ao programa de vacinação, iniciado no Brasil desde 2010, contra o meningococo C com importante redução na incidência deste sorogrupo.

Recentemente foi aprovada pela ANVISA a vacina contra o meningococo do sorogrupo B (Bexsero) com indicação para uso a partir do dois meses até os 50 anos de idade.

Esta vacina também está licenciada na Europa, no Canadá, Austrália e EUA. Em janeiro de 2013, esta vacina foi aprovada para uso em crianças acima de dois meses de idade na União Européia. Nos EUA, o Comitê Acessor em Práticas de Imunizações (ACIP) recomendou seu uso para pessoas > 10 anos com risco elevado para doença meningocócica invasiva.

No Brasil, esta vacina está indicada a partir dos2 meses aos 50 anos de idade.

Segue o esquema vacinal recomendado em bula:

– Crianças entre 2 a 5 meses de idade: três doses, com um intervalo de dois meses entre elas; dose de reforço administrada entre 12 e 23 meses de idade.

– Crianças não vacinadas entre 6 e 11 meses: duas doses com dois meses de intervalo entre elas; dose de reforço administrada entre 12 e 23 meses de idade, respeitando intervalo de pelo menos dois meses após a última dose.

– Crianças não vacinadas entre 12 meses e 10 anos: duas doses, com dois meses de intervalo entre elas.

– Adolescentes a partir de 11 anos de idade e adultos: duas doses com intervalo mínimo de um mês entre as doses.

Não há dados sobre a utilização desta vacina nos adultos acima de 50 anos de idade.

Referências: Andrews SM, Pollard AJ. Lancet Infect Dis 2014; 14: 426–34 McIntosh ED et al. TherAdv Vaccines 2015; 3(1): 13– 23 Gossger N, Snape MD, Yu LM et al. JAMA 2012; 307: 573–582 Esposito S, Tagliabue C, Bosis S. J Immunol Res 2015; Article ID 402381

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