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Herpes Zoster

O mesmo vírus varicela-zoster pode causar duas doenças distintas: a varicela (catapora) e o herpes zoster (cobreiro).

Após a regressão do quadro de catapora, o vírus permanece dormente em gânglios nervosos. Este estado de latência do vírus pode ser interrompido devido a prejuízo da imunidade; a reativação do vírus varicela-zoster, pode ocorrer após anos ou décadas e disseminar-se para a pele através dos nervos periféricos causando dor e erupção vesicular usualmente limitada a um dermátomo caracterizando o quadro de herpes zoster o qual mais frequentemente ocorre nas regiões torácica, cervical e lombar.

As pessoas com herpes-zoster, popularmente conhecido como cobreiro, podem apresentar febre e dores de cabeça, além de sentir coceira, ardência e mal-estar.

Após três ou quatro dias, a pele começa a ficar avermelhada, muda de textura e de aparência. Logo depois, as vesículas (pequenas “bolhas de água”) aparecem em uma faixa, seguindo o trajeto das raízes nervosas. Por isso, geralmente o zoster atinge apenas um dos lados do corpo, raramente ultrapassando a linha mediana.

Os casos em que o rosto é atingido são os mais graves e inspiram mais cuidados; o herpes zoster oftálmico resulta do envolvimento do ramo oftálmico do nervo trigêmeo e pode acarretar perda da visão. O diagnóstico precoce é essencial para a prevenção do acometimento progressivo da córnea e do risco potencial de perda da visão.

A dor decorrente da neurite aguda é o sintoma mais comum e pode preceder as lesões em dias ou semanas; a duração da dor aumenta com a idade.

A recorrência do herpes zoster não é comum nas pessoas previamente saudáveis. A complicação mais comum do herpes zoster é a neuralgia pós-herpética; ela ocorre em 10-15% dos casos.

Embora inicialmente definida como dor persistente por mais de um mês após o desaparecimento das erupções cutâneas, muitos preferem caracterizar a neuralgia pós-herpética como dor persistente por período superior a quatro meses após o início das lesões cutâneas.

A dor pode variar entre leve e muito intensa impedindo o sono, o trabalho e as atividades diárias. Eventualmente leva a depressão e dificuldades no convívio social podendo persistir por semanas, meses ou anos.

Recentemente a vacina para a prevenção do herpes zoster foi aprovada para uso nos adultos acima de 50 anos de idade e está particularmente indicada para aqueles acima de 60 anos quando o herpes zoster é mais grave e suas complicações mais frequentes. Ela é administrada em dose única sem a recomendação de reforços. Esta vacina também pode ser utilizada nas pessoas que tenham história prévia de herpes zoster para prevenir recorrências.

A eficácia desta vacina quando administrada entre os 50 e 59 anos de idade é de 70%. Nos ensaios clínicos envolvendo pessoas com mais de 60 anos, a vacina apresentou eficácia de 51% e reduziu o risco de neuralgia pós-herpética em 67%.

Estudos sugerem que o tempo de proteção seja de pelo menos seis anos, porém pode ser maior que este período; estudos estão em andamento.Esta vacina não deve ser administrada naqueles com história de anafilaxia à gelatina ou neomicina, gestantes e portadores de imunodeficiência.

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